Valença virou cenario de guerra


Por volta das 15h, desta quinta feira, 22, centenas de pessoas foram as ruas protestar contra a onda de violência na cidade. A manifestação ocorreu logo após o sepultamento de Marildo Teles Nascimento, morto vítima de assalto em sua residência  na terça feira.

Familiares e amigos da vítima queriam apenas chamar a atenção dos vereadores e do poder executivo, para que tomassem providencias urgentes contra a onda de violência na cidade e a falta de médico legista no DPT ( departamento de polícia técnica).
Queimaram pneus e bloquearam a rua em frente a câmara de vereadores e com cartazes e gritos de pedidos de justiça chamaram a atenção da sociedade de forma pacífica.
O clima de tranqüilidade foi quebrado a partir do momento que um homem insatisfeito com o bloqueio da pista desceu do seu veiculo com uma escopeta calibre 12 ameaçando atirar nos manifestantes, soldados da PM agiram imediatamente para conter o homem que se dizia policial da reserva.
Depois deste episódio a baderna tomou conta da manifestação, destruíram todas as vidraças da câmara de vereadores com pedradas, um caminhão da empresa do prefeito que estava parado no engarrafamento foi destruído a pedradas e ameaçaram tocar fogo, a PM chegou a tentar prender alguns manifestantes mas foi obrigada a não agir por estar em menor numero.

Ao perceberem que a polícia tinha perdido o controle da situação e não tinha como conter a multidão, vândalos iniciaram uma seqüência de destruição, apedrejando, arrombando, saqueando e destruindo todas as empresas do prefeito e em seguida ateavam fogo nas lojas.

Dezenas de tiros inclusive de fuzil foram disparados pela policia civil na tentativa de conter os manifestantes que atiravam pedras e paus nos policiais, a CIPE (CAERC) foi chamada mais até as 20h não tinha chegado.
As imagens abaixo mostram parte do que ocorreu neste dia que ficou na história da cidade de maneira negativa, o pequeno numero de polícias impotentes perante a multidão nada pôde fazer para impedir a destruição.

O carro do secretário de saúde do município teve o parabrisa estilhaçado, o carro da vereadora Maria Helena foi apedrejado e alguns manifestantes queriam queimar o jipe do vereador Reginaldo Araujo, mas a policia chegou a tempo para impedir.

Por causa do protesto, o comercio da cidade fechou às 16h e as aulas foram suspensas em duas faculdades.

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