stª casa tem fornecimento de energia cortado p/ coelba

Segundo denunciou o presidente da Câmara de Vereadores de Valença, Bertolino de Jesus (PR), a Coelba efetuou corte de energia elétrica da Santa Casa de Misericórdia de Valença. Ainda segundo o vereador, o fornecimento de energia foi restabelecido no mesmo dia, após pagamento das contas em atraso. O vereador Reginaldo Araújo (PP) lamentou a falta de sensibilidade da concessionária, haja vista que o Hospital presta serviços essenciais e depende de energia elétrica, inclusive, para manter em atividade alguns equipamentos de vital importância para os pacientes. “A Coelba não tem o direito de cortar a luz da Santa Casa e nem mesmo de nenhuma outra pessoa”, disse o vereador.
O episódio citado acima diz exatamente qual o comprometimento que a Coelba tem para com o consumidor. Depois vem vereador fazer moção de aplausos a uma empresa que desrespeita sistematicamente o direito dos consumidores, com cortes de energia arbitrários, obrigando inclusive o consumidor a antecipar pagamentos de contas de luz, mesmo a lei estabelecendo prazo de 15 dias de atraso para que o corte seja efetuado. “Quando a gente atrasa o pagamento de uma conta, mesmo pagando essa conta, a Coelba só religa a luz após pagamento da conta seguinte, mesmo que ela ainda esteja dentro do prazo para pagamento”, declarou uma consumidora do bairro da Graça. Os relatos de arbitrariedades cometidos pela KV, empresa contratada pela Coelba, inclusive contado com o aval da concessionária, para suas ações, incluem, corte de energia sem sequer chamar o morador para apresentar recibos pagos; existem relatos de pessoas que, ao chegarem à porta de casa com o recibo pago, e encontrarem os funcionários da KV, tem sua luz desligada, mesmo apresentando o recibo.
A moção de aplauso a que nos referimos acima foi feita pelo vereador Jairo Baptista (PMDB), após a Coelba substituir as geladeiras velhas de consumidores de baixa renda, por uma nova. Ao contrário do que se imagina, a ação beneficiou muito mais a Coelba do que o consumidor.
Magno Jouber

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