Sem medico para liberação de corpos no IML, familiares do Baixo Sul continua sofrendo

Familiares do jovem Fabrício de Jesus, morto na semana passada em Valença estão denunciando que o corpo do jovem ficou pelo menos 30 horas fora da geladeira, isto porque, uma verdadeira via crucis está sendo realizada por familiares de pessoas que são vítimas de mortes violenta em Valença e região para a liberação dos corpos. Segundo os familiares, o corpo do jovem teve que ser levado para Santo Amaro devido a falta de médico legista em Valença. Policiais de Valença disseram que existem apenas três médicos, número considerado insuficiente para o grande número de corpos que chegam de vários municípios do Baixo Sul e cidades circunvizinhas. Pelo menos seis legistas trabalhavam em regime de plantão, mas a partir do início de 2010, três deles foram transferidos.

Existem casos de familiares terem que aguardar até cinco dias para que o Departamento de Polícia Técnica (DPT) de Valença libere os corpos. Com isso, o jeito é levar o corpo para outros municípios que possuam DPT. Os municípios buscados na região são Santo Antônio de Jesus e Santo Amaro. No entanto, esses municípios já estão recusando receber corpos de Valença. “Se alguém morrer em uma segunda-feira, o corpo só será necropsiado na sexta”, alerta um dos auxiliares do DPT de Valença.
Magno Jouber


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