PF afirma que Temer, Geddel e Joesley cometeram obstrução de justiça

Foto: Marcos Corrêa/ Vice Presidência da República
Foto: Marcos Corrêa/ Vice Presidência da República

 

A Polícia Federal concluiu que o presidente Michel Temer (PMDB), o ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB) e o empresário Joesley Batista cometeram o crime de obstrução de justiça, em relatório enviado nesta segunda-feira ao o Supremo Tribunal Federal (STF)

Segundo o documento, Temer “embraçou investigação de infração penal” ao incentivar pagamentos para o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB) e ao não comunicar às autoridades a suposta corrupção de juízes e procurador por parte de Joesley. Em relatório parcial, divulgado na semana passada, a PF já havia dado indícios de que o presidente havia cometido crime de corrupção passiva.

Já Geddel foi enquadrado por, supostamente, ter manifestado interesse em manter pagamento de propina da JBS ao doleiro Lúcio Funaro para que evitasse fazer delação premiada. Segundo a polícia, Geddel “monitorava” junto a familiares de Funaro “seu ânimo para tai iniciativa”.

A PF também entende que um dos donos da JBS, Joesley Batista, também teria cometido obstrução de Justiça ao manter “pagamentos ilegítimos” a Funaro e ao ex-deputado Eduardo Cunha para mantê-los em silêncio e não ser citado por ambos em “fatos comprometedores” para si ou para sua empresa.

O documento foi encaminhado para o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que tem até esta terça-feira (27) para decidir se apresenta denúncia contra Temer.


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