Martiniano Costa , presidente da cut.apresenta alternativas para uma valença melhor.

Em entrevista coletiva nas dependências da Rádio rio Una FM concedida neste domingo (20), aos repórteres Siro Pimentel (Rio Una FM), Rodrigo Mário (Rolando na Orla/TV Guaibim), Magno Jouber (Portal do Baixo Sul e Ricardo Lemos (Valença Agora), o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT/BA), Martiniano Costa, há seis anos na frente da Central, disse que a atual oposição política em Valença está mais aberta ao diálogo. Para ele, existe um cenário favorável a um acordo com vista às eleições de 2012. Sobre uma possível candidatura sua ao Executivo, Martiniano reconheceu que é um dos nomes que pode vir a compor uma chapa. “é minha vontade ser prefeito de Valença, mas precisamos de um diálogo com as forças de oposição. O que precisamos não é discutir nomes, mas um projeto de transformação para Valença”, destacou.
Reeleito por unanimidade em 2009, Martiniano Costa está no seu segundo mandato à frente da CUT que vai até maio 2012. A votação por unanimidade é considerada histórica para a entidade. Pela primeira vez, membros de todas as forças políticas da Central compuseram uma chapa única no estado.
Martiniano Costa tem 51 anos, é militante sindical, político e do movimento negro há cerca de 30 anos. Técnico em Agrimensura, graduado em História pela Uneb e é professor licenciado da Escola Média de Agropecuária Regional da Ceplac (Emarc) .

Sobre a participação do grupo que apoiou a candidatura de Jaques Wagner em Valença, juntando no mesmo saco antigos desafetos e adversários, Martiniano questionou uma possível aliança da oposição com esses políticos. Sem citar nomes, ele defende a exclusão desses políticos para composição de uma chapa dos partidos de oposição em 2012. “O processo político de uma eleição para governador é um, para as prefeituras é diferente. Precisamos saber quem faz parte de um projeto de transformação – e isso inclui ações que venham a beneficiar quem mais precisa -, e quem chegou agora e nunca teve esse comprometimento, mesmo que democraticamente tendo apoiado o governador Wagner”.
Sobre o valor do salário mínimo de R$ 545, aprovado pelo Congresso, Martiniano disse que todas as centrais sindicais, inclusive a CUT, queriam uma antecipação do reajuste e foi colocado o valor de R$ 580, posteriormente reduzido para R$ 560. Ele afirmou que o cenário econômico permitia o aumento e descartou efeito inflacionário caso o aumento fosse concedido aos trabalhadores. “O governo perdeu uma oportunidade. Os pilares que geram inflação são outros e não o salário mínimo”, disse.
Martiniano reclama que quando houve a crise em 2009, os trabalhadores reconheceram o momento difícil e as centrais sindicais, foram chamadas para o debate político. O resultado foi uma “injeção” na economia, permitindo a estabilidade das empresas. “Agora, entendemos que existe outro cenário, a economia vai bem e era perfeitamente possível um reajuste no salário mínimo acima do que foi decidido”.

Apesar de achar que o governo perdeu uma oportunidade, ao não aceitar as propostas das centrais sindicais para o reajuste do salário mínimo, Martiniano vê um cenário positivo para as negociações dos trabalhadores com o governo, para ele, existe hoje mais liberdade para essa negociação. Entre as principais reivindicações defendidas pela CUT, está a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais.
Sobre os salários dos deputados, Martiniano vê “com tristeza” a postura dos parlamentares, mas admite que não se pode comparar os níveis de reajuste com o salário mínimo.
Sobre o emprego.
“Esse modelo de desenvolvimento concentrou o emprego na Região Metropolitana. Precisamos para a Bahia, um modelo levando em conta a realidade de cada região. O presidente da CUT disse ainda que o governo do estado criou em ano eleitoral o Conselho de Desenvolvimento, mas ainda não saiu do papel. “Espero que agora(fora do período eleitoral), esse conselho estabeleça um debate em todo o estado visando um novo modelo de desenvolvimento”.
Em relação aos deputados Josias Gomes (federal) e J. Carlos (estadual) apoiados por seu grupo e votados em Valença, Martiniano já está agendando a criação de um seminário para debater os problemas do município. “O aumento da violência, o desemprego e todas as mazelas que acontecem aqui, é fruto da falta de planejamento estratégico. Sem desmerecer os outros municípios, Valença tem que ser a locomotiva da região. Precisamos fazer algo, mas primeiro temos que saber por onde começar”.
Em relação à Universidade Federal do Recôncavo (UFRB), Martiniano reconheceu que, quando foi vereador, exerceu, junto com a Câmara, uma pressão para a vinda de uma unidade para Valença. “O projeto inicial, contempla as cidades do Recôncavo, mas conseguimos colocar Valença, Acho que faltou dar continuidade as cobranças. De minha parte, após ser eleito presidente da CUT, passei a representar os 417 municípios da Bahia, mas continuo na luta pela UFRB em Valença”.


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